A medida que
o tempo revela.

Acompanhamento longitudinal de pacientes com esclerose múltipla, por instrumentos validados, na cadência que o médico define.

protótipo demonstrativo julho de 2026 RnR Studios

O problema

A esclerose múltipla tem dois tempos.
A medicina só mede um.

O surto

O paciente sabe a data exata em que começou. O médico examina, quantifica a perda de acuidade, mede a força. Fica registrado.

A progressão silenciosa

O paciente piora aos poucos. O exame permanece igual. Não fica registrado em lugar nenhum.

Existe até um termo para isso na literatura. A ferramenta clínica para capturá-la, não.

O que o paciente diz

Antes eu varria a casa em 20 minutos. Hoje eu demoro o dia inteiro. Relato clínico de paciente com esclerose múltipla

Isso é a informação mais valiosa da consulta.

E é a única que não vira dado, não entra no prontuário, e não pode ser comparada com a consulta anterior.

Por que ninguém resolveu

Hoje isso só é capturado por quem sabe perguntar.

Especialista, em centro de referência, com tempo de consulta e repertório para extrair a comparação do paciente com ele mesmo. Fora disso, a progressão silenciosa passa.

8.000
neurologistas em atuação no Brasil
22
centros de referência em esclerose múltipla

Fontes: Associação Médica Brasileira, 2025 · BCTRIMS, 2026.

A evidência já existe

Os instrumentos são prognósticos.
Só não chegam à prática clínica.

AchadoResultadoFonte
MSIS-29 físico prevê mortalidade em 10 anos
maior contra menor quartil
HR 5,7Raffel et al., PLOS Medicine 2017 · n=2.126
Piora do escore em 1 ano prevê mortalidade HR 2,3idem
Devolver PROM ao clínico aumenta detecção e registro RR 1,73Cochrane 2021 · 116 ensaios, n=49.785
Monitorar sintomas com alerta e ação humana +5 mesesBasch et al., JAMA 2017 · sobrevida global

O estudo de Raffel foi o primeiro a ligar desfecho relatado pelo paciente a sobrevida em qualquer doença neurológica. A trajetória carrega informação que o exame não captura.

O produto

Três movimentos. Nada além disso.

1

O médico define

Quais instrumentos, para quais pacientes, em qual cadência. Ou dispara na hora, antes de uma consulta específica.

2

O paciente responde

Link no WhatsApp, sem app para instalar e sem senha para lembrar. Uma pergunta por tela, em blocos curtos, salvando a cada toque.

3

O médico lê antes da consulta

Escore por domínio, série temporal do paciente contra ele mesmo, e a variação confrontada com o limiar publicado na literatura.

MSIS-29MSWS-12FSMC MSQOL-54arquitetura pronta para Parkinson e miastenia

O lado do paciente

Projetado para quem tem tremor, fadiga cognitiva e fotofobia.

70%
têm algum comprometimento cognitivo
60%
têm fotofobia em algum momento
65%
têm comprometimento de memória
29%
da população adulta é analfabeta funcional

Por isso: contraste AAA de 7:1, alvo de toque de 44 pixels, uma pergunta por tela, avanço com atraso de 300 ms contra tremor, blocos de no máximo dez itens, sem senha e sem campo de texto livre.

Tela de abertura de bloco Uma pergunta por tela

O lado do médico

Um nível de alerta. Uma coluna de situação. Nada mais.

Painel de pacientes

Sistema de apoio à decisão que alerta demais é sistema que o médico desliga · a referência do setor registra 92,9% de override e apenas 7,3% de alertas apropriados. A meta aqui é disparar em no máximo 15% dos pacientes por ciclo.

Detalhe do paciente

O diferencial

Todo mundo mostra o gráfico subindo.
A pergunta que ninguém responde é outra.

Isso mudou de verdade, ou é ruído de medida?

Onde existe limiar publicado

A variação é confrontada com a diferença mínima clinicamente importante, com a citação bibliográfica visível na tela. MSIS-29 físico: 8 pontos, Costelloe 2007. MSWS-12: 8 pontos, Mehta 2015.

Onde não existe

Nenhum limiar é inventado. A tela mostra a variação e declara que nenhum limiar foi aplicado. Limiar fabricado é passivo regulatório e queima a confiança do médico na primeira semana.

Rastreabilidade

O médico consegue conferir tudo sem confiar no texto.

Cada leitura abre a conta inteira: o instrumento e a versão, a soma bruta, a transformação, a origem do limiar com a referência, e quais itens mudaram e quanto.

A mesma tela satisfaz o requisito de explicabilidade da Resolução CFM 2.454/2026, o critério de revisão independente da orientação de apoio à decisão clínica do FDA, e a defensabilidade perante a ANVISA. Construída uma vez, resolve três.

Evolução por item

Por que os outros falharam

Não foi tecnologia. Foi arquitetura.

38%
dos pacientes abandonaram o Floodlight MS, da Roche, na primeira semana · n=1.350
5,6
semanas de persistência média no mesmo estudo
150
pessoas na unidade digital da Biogen, fechada em 2023

Em todos eles o paciente respondia porque o app pediu.

Engajamento comportamental decai sempre. Ninguém quer ser lembrado todo dia de que está doente.

Aqui o paciente responde porque o médico dele pediu, e porque o dado volta para dentro da consulta.

Por que agora

O protocolo do Ministério da Saúde já obriga.

Exigência do PCDT de EM, 2024Frequência
Registro de EDSS e taxa de surtosa cada 3 meses
Reavaliação médica e laudo de renovaçãoa cada 6 meses
Contato em terapia com natalizumabemensal

Sem o laudo, o paciente perde o medicamento · que custa ao SUS cerca de US$ 13.500 por ano.

Não criamos trabalho novo. Automatizamos trabalho que já é obrigatório e hoje é feito na mão.

Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 8, de 12 de setembro de 2024.

Conformidade, por desenho

A regra que governa a camada de inteligência

Descreve o que mudou e quanto.
Nunca o que isso significa, nem o que fazer.

Classe I na ANVISA

Regime de notificação. O escore é calculado por código determinístico e versionado · a camada de inteligência nunca calcula, apenas verbaliza.

LGPD art. 11, II, "f"

Tutela da saúde como base legal. O médico é o controlador. A mensagem ao paciente não menciona doença, instrumento nem resultado.

CFM 2.454/2026

Registro do uso de IA no prontuário, botão de discordância com log, e recusa do paciente respeitada. Nunca exibida ao paciente.

O mercado

Oferta e demanda no mesmo lugar.

8.000
neurologistas no Brasil, crescendo 4% ao ano
34 mil
pacientes com EM em acompanhamento ativo no SUS
76,6%
dos pacientes no Sudeste e no Sul
22
centros de referência · o mercado cabe em duas salas

Esclerose múltipla é a cunha, não o mercado

O motor nasce genérico: instrumento é dado, não código. A doença de Parkinson tem 200 a 250 mil pacientes no Brasil, é atendida pelos mesmos neurologistas e usa escalas análogas. A segunda doença custa quase nada e multiplica o mercado por sete.

Modelo: assinatura por médico, com marca branca · o paciente vê a marca em que já confia, a do médico dele.

Fontes: AMB 2025 · SIA/SUS 2021 com projeção · IBGE PNAD Contínua TIC 2025 · BCTRIMS 2026.

Onde estamos

Não é uma ideia. É um protótipo que roda.

✓ motor de escore funcionando ✓ MSIS-29 e MSWS-12 completos ✓ interface do paciente ✓ painel do médico ✓ arquitetura e conformidade mapeadas ✓ marca e sistema de design
licenciamento dos instrumentos notificação na ANVISA piloto observacional

Existe um piloto com pacientes reais disponível, conduzido por neurologista de centro de referência.

E existe uma lacuna publicável: nenhum ensaio demonstrou que devolver PROM ao neurologista muda desfecho em esclerose múltipla. Ninguém é dono dessa pergunta ainda.

Quantificar o que hoje é só relato.

Para o neurologista que não é do centro de referência · que é a maioria, e que atende a maioria dos pacientes.