A medida que
o tempo revela.

Acompanhamento longitudinal de pacientes com esclerose múltipla, por instrumentos consolidados, na cadência que o médico define.

protótipo demonstrativo julho de 2026 RnR Studios

O problema

A esclerose múltipla tem dois tempos.
A medicina só mede um.

O surto

O paciente sabe a data exata em que começou. O médico examina, quantifica a incapacidade, mede a força. Fica registrado.

A progressão silenciosa

O paciente piora aos poucos. O exame muitas vezes permanece igual. Não fica registrado em lugar nenhum.

O fenômeno tem nome na literatura desde 2020 · PIRA, progressão independente de atividade de surto. A ferramenta clínica para capturá-la, não.

O que o paciente diz

Antes eu varria a casa em 20 minutos. Hoje eu demoro o dia inteiro. Relato clínico de paciente com esclerose múltipla

Isso é a informação mais valiosa da consulta.

E é a única que não vira dado, não entra no prontuário, e não pode ser comparada com a consulta anterior.

Por que ninguém resolveu

Hoje isso só é capturado por quem sabe perguntar.

Especialista, em centro de referência, com tempo de consulta e repertório para extrair a comparação do paciente com ele mesmo. Fora disso, a progressão silenciosa passa.

8.000
neurologistas em atuação no Brasil
22
centros de referência em esclerose múltipla

Fontes: Associação Médica Brasileira, 2025 · BCTRIMS, 2026.

A evidência

O que o paciente relata chega antes.

Anos antes

Sintomas sutis e inespecíficos aparecem anos antes de a incapacidade ser detectada no consultório. O relato rastreia e prediz a progressão, inclusive a transição para a forma progressiva.

Invisível

Medidas de desfecho relatado pelo paciente detectam progressão que passa despercebida e complementam as medidas clínicas objetivas — a ponto de serem reconhecidas como desfecho em ensaio clínico.

Complementar

Combinar o relato do paciente com a avaliação do médico enriquece o resultado: mostra o efeito do tratamento pelos olhos de quem o recebe.

Iniciativa global PROMS · Tseriotis et al., eClinicalMedicine, 2026 · 16 ferramentas digitais em 108 hospitais de 13 países.
O mesmo artigo declara o que ainda falta: critérios claros para interpretar mudança clinicamente significativa dentro do mesmo paciente, ao longo do tempo. É exatamente isso que o Nira faz.

O produto

Três movimentos. Nada além disso.

1

O médico define

Quais instrumentos, para quais pacientes, em qual cadência. Ou dispara na hora, antes de uma consulta específica.

2

O paciente responde

Link no WhatsApp, sem app para instalar e sem senha para lembrar. Uma pergunta por tela, em blocos curtos, salvando a cada toque.

3

O médico lê antes da consulta

Escore por domínio, série temporal do paciente contra ele mesmo, e a variação confrontada com o limiar publicado na literatura.

MSIS-29MSWS-12FSMC MSQOL-54arquitetura pronta para Parkinson e miastenia

O lado do paciente

Projetado para quem tem alteração motora, cognitiva e visual.

70%
dos pacientes com esclerose múltipla têm algum comprometimento cognitivo

Cada decisão de interface responde a isso

7:1
contraste · nível AAA
44 px
alvo de toque
1
pergunta por tela
300 ms
atraso contra tremor
10
itens por bloco, no máximo
0
senhas e campos de texto livre
Tela de abertura de bloco Uma pergunta por tela

O lado do médico

Um nível de alerta. Uma coluna de situação. Nada mais.

Painel de pacientes

Sistema de apoio à decisão que alerta demais é sistema que o médico desliga · a referência do setor registra 92,9% de override e apenas 7,3% de alertas apropriados.

Detalhe do paciente

O diferencial

Todo mundo mostra o gráfico subindo.
A pergunta que ninguém responde é outra.

Isso mudou de verdade, ou é ruído de medida?

Onde existe limiar publicado

A variação é confrontada com a diferença mínima clinicamente importante, com a citação bibliográfica visível na tela. MSIS-29 físico: 8 pontos, Costelloe 2007. MSWS-12: 8 pontos, Mehta 2015.

Onde não existe

Nenhum limiar é inventado. A tela mostra a variação e declara que nenhum limiar foi aplicado. Limiar fabricado é passivo regulatório e queima a confiança do médico na primeira semana.

Rastreabilidade

O médico consegue conferir tudo sem confiar no texto.

Cada leitura abre a conta inteira: o instrumento e a versão, a soma bruta, a transformação, a origem do limiar com a referência, e quais itens mudaram e quanto.

A mesma tela satisfaz o requisito de explicabilidade da Resolução CFM 2.454/2026, o critério de revisão independente da orientação de apoio à decisão clínica do FDA, e a defensabilidade perante a ANVISA. Construída uma vez, resolve três.

Evolução por item

O maior estudo de adesão em esclerose múltipla

Floodlight Open, da Roche.
17 países, 4 continentes.

30%
dos pacientes tiveram baixa adesão
4 a 8%
ainda usavam depois de um ano

Oh J. et al., Scientific Reports, 2023 · MobiHealthNews, setembro de 2023.

E dentro do mesmo estudo

Um subgrupo se comportou de forma completamente diferente.

71,7%
Dinamarca · o app fazia parte de um protocolo de cuidado supervisionado
20,6%
os outros 16 países · o app existia sozinho

Persistência em 16 semanas. Mesmo app, mesmo estudo, mesma doença, mesmo período.

A única diferença foi o vínculo com o cuidado clínico.

Isso pode ser alcançado vinculando o uso da ferramenta ao cuidado clínico [...] revisar os escores durante a consulta pode ser um incentivo adicional de motivação. Conclusão dos próprios autores do Floodlight Open

É literalmente a especificação do que construímos.

Conformidade, por desenho

A regra que governa a camada de inteligência

Descreve o que mudou e quanto.
Nunca o que isso significa, nem o que fazer.

Classe I na ANVISA

Regime de notificação. O escore é calculado por código determinístico e versionado · a camada de inteligência nunca calcula, apenas verbaliza.

LGPD art. 11, II, "f"

Tutela da saúde como base legal. O médico é o controlador. A mensagem ao paciente não menciona doença, instrumento nem resultado.

CFM 2.454/2026

Registro do uso de IA no prontuário, botão de discordância com log, e recusa do paciente respeitada. Nunca exibida ao paciente.

O mercado

Oferta e demanda no mesmo lugar.

8.000
neurologistas no Brasil, crescendo 4% ao ano
34 mil
pacientes com EM em acompanhamento ativo no SUS
76,6%
dos pacientes no Sudeste e no Sul
22
centros de referência · o mercado cabe em duas salas

Esclerose múltipla é a cunha, não o mercado

O motor nasce genérico: instrumento é dado, não código. A doença de Parkinson tem 200 a 250 mil pacientes no Brasil, é atendida pelos mesmos neurologistas e usa escalas análogas. A segunda doença custa quase nada e multiplica o mercado por sete.

Modelo: assinatura por médico, com marca branca · o paciente vê a marca em que já confia, a do médico dele.

Fontes: AMB 2025 · SIA/SUS 2021 com projeção · IBGE PNAD Contínua TIC 2025 · BCTRIMS 2026.

Onde estamos

Não é uma ideia. É um protótipo que roda.

✓ motor de escore funcionando ✓ MSIS-29 e MSWS-12 completos ✓ interface do paciente ✓ painel do médico ✓ arquitetura e conformidade mapeadas ✓ marca e sistema de design
licenciamento dos instrumentos notificação na ANVISA piloto observacional

Existe um piloto com pacientes reais disponível, conduzido por neurologista de centro de referência.

E existe uma lacuna publicável: nenhum ensaio demonstrou que devolver PROM ao neurologista muda desfecho em esclerose múltipla. Ninguém é dono dessa pergunta ainda.

Quantificar o que hoje é só relato.

Para o neurologista que não é do centro de referência · que é a maioria, e que atende a maioria dos pacientes.